segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Dinheiro e auto-estima. O que uma coisa tem a ver com a outra?

Por vezes me impressiono quanto a divergência de opiniões que surgem sobre um assunto e outro. Totalmente compreensível ainda mais quando reduzimos a temática na velha solução - para alguns problema! - da questão dinheiro... Talvez o divergente seja eu! No mais, tenho que o ser humano é um bicho totalmente opinativo. Todo mundo tem a sua, normalmente sobre tudo.
Hoje, li uma sedizente "pesquisa" que apontava terem as pessoas que se "apegam" mais ao dinheiro sérios problemas de auto-estima. Melhor traduzindo, a tal pesquisa afirmava que os que mais se preocupavam com o dinheiro era justo aqueles que tinham uma baixa auto-estima.

Sou de opinião totalmente contrária. Não tenho como concordar com esse absurdo. Alguns miseráveis de espírito dirão que isso se dá pela minha auto-estima baixa. Com grandes chances de acertar, retrucaria dizendo que este é um desapegado do dinheiro, ou que, no mínimo ele sim, tem baixo auto estima. Mas porque? Porque não tem suficiente - ou o quanto gostaria de ter - dinheiro ou porque realmente não se importa com ele?  Quem é efetivamente um "desapegado"? Um gastador? Ou aquele que sabe o real valor do dinheiro, dando ao mesmo apenas aquele que ele tem, nem mais, nem menos? O que tem a ver falta de dinheiro com baixa auto-estima? E porque acredito que o fato de cuidar bem do meu dinheiro nada tem a ver com baixa auto-estima, mas muito pelo contrário?

Eis a chave mestra da questão! Porque a falta de dinheiro pode levar a baixa auto-estima? Ora! De nada adianta ter boa auto-estima e andar 10km à pé ou de bicicleta todo dia ao trabalho, simplesmente por ser este um meio de transporte mais viável, mais barato ou o único possível. Claro, se a questão for de saúde ou de consciência ambiental, a coisa muda de figura! O que quero dizer é que acredito poder a falta de dinheiro  levar facilmente a pessoa a "desenvolver" uma baixa-auto-estima e até depressão, enquanto não é raro, em contra-partida, vermos quem tem dinheiro de sobra com a auto-estima inflada até demais! Mas claro, como nem tudo são flores, nada assegura que uma conta bancária gorga vá lhe garantir a mais plena felicidade.

Sei que o dinheiro não pode comprar tudo na vida. Mas o que o dinheiro pode comprar, certamente ele comprará. Dizem que o dinheiro, se não compra a felicidade, ao menos ajuda a sofrer de forma agradável... Basta saber como você quer viver. Se você se contenta com pouco, provavelmente pouco é o que terá. Se quiser um tanto a mais, talvez isso lhe seja dado. Fato é que se tem o cobertor conforme o frio...

Mas... Porque falar só de riqueza, enquanto tantos não a tem? Não seria justo dividir o que se tem? 

Nunca direi que não é, e tampouco é minha intenção fazer com que meus leitores tenham "apego" desmedido ao dinheiro. Porém, sei bem, que quanto mais se tem, mais qualidade de vida podemos ter e, o principal, mais condições teremos de ajudar ao próximo. Dividir alguma coisa, afinal, é bem melhor do que dividir o nada ou quase nada!

Quando se tem condições plenas de ajudar muito, a felicidade acaba nos acompanhando...

Audo-estima, por fim, é uma questão mais psicológica do que outra coisa. Se a sua está baixa, más notícias... Talvez seja preciso recorrer a um psiquiatra, que normalmente cobra caro. Viu como o dinheiro pode ser importante para uma boa auto-estima?

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Investimentos - O que esperar para 2011?

Talvez você ainda não tenha se dado conta, mas é fato que 2011 já está aí. E algo me diz que 2011 será um ano um tanto difícil...

Ou não. 

Tudo dependerá de como você vê a economia, quais os gastos previstos, quais investimentos pretende fazer. 

Em 2011, particularmente, pretendo fazer alguns investimentos em imóveis - construir - mais por necessidade do que em um primeiro momento oportunidade, já que esta virá em um segundo momento (2012 já não pagarei aluguel, e como pretendo construir sem financiamento algum, com fundos próprios, em 2019 a casa já se terá pago sozinha...); em ações, ainda estando muito inclinado a acreditar num bom futuro para as ações da Petrobras - aqui porque vejo boas oportunidades - e outro tanto em renda fixa, onde sempre devemos ter um montante respeitável para aproveitar bons negócios, haja vista ser o dinheiro mais "líquido" que você pode ter em mãos - vou de um pouquinho na poupança e aplicações maiores em CDBs. 

O importante de tudo, é sempre um bom planejamento. Qualquer planejamento deve ser feito de véspera, não durante. 

Assim, se vou construir uma casa, tenho de fazer antes um projeto (já tenho o esboço do mesmo e o terreno), não sucumbir a tendência universal de fugir daquilo a que me propus, fazer um levantamento racional de quanto dinheiro será necessário para a obra e separá-lo desde já, contratar uma bom arquiteto e uma ótima empreiteira (nem que isso saia um pouco mais caro, pois é preferível pagar pçor qualidade do que por empresas duvidosas), fazer com que sejam cumpridos os prazos a serem contratados.

Se vou investir em ações, é preciso que eu estude com antecedência quais os valores históricos das que estou interessado, nos planos da empresa para os próximos anos (ou melhor, década...), conhecer o VP (valor patrimonial) das ações em questão e principalmente até quanto pretendo pagar pelo papel. Não se fixar em uma única ação é igualmente importante, sendo muito útil você lembrar sempre que estará comprando um pedacinho de uma empresa. Encarando dessa maneira, certamente você não irá pagar caro por aquilo que não vale, haja vista que atualmente temos centenas (se não a grande maioria) de ações totalmente fora de preço: muito caras. 
Por último, de igual forma, se pretendo investir em renda fixa, tenho de conhecer as taxas de remuneração dos principais investimentos. Quanto me paga a poupança? Investir tudo em CDB não é mais interessante? Vou precisar do dinheiro? Quando? Quanto tempo posso deixar um determinado montante em CDB? Que montante é este? 

Lembre-se de antes de mais nada, pagar aquelas contas que podem ser pagas com desconto, como o IPTU, IPVA, semestre da faculdade (Sim! Você sabia que se pagar tudo de uma vez só geralmente tem um bom desconto de no mínimo uns 5%, o que pode representar uma economia de mais de 10% ao ano?), mensalidades de seu conselho de classe, etc. Em verdade, é importante que você já tenha reservado seu 13º para tal finalidade. 

Começar o ano sem dívidas, é o melhor dos mundos! Qualquer coisa fora disso pode representar jogar dinheiro pelo ralo....

Dinheiro não nasce em árvore! Ou às vezes, até pode nascer sim!!! Imagine um investimento em uma plantação de acácia negra ou pinus se você tem alguns hectares sobrando!
A palavra de ordem é planejamento. Planeje-se o quanto antes, pois o ano está acabando. Se quiser ter um Papai Noel bem tranquilo no ano que vem, comece seu planejamento financeiro agora. Pare de fazer dívidas e coloque de uma vez por todas seu dinheiro para trabalhar por e com você, não contra você ou para os outros. 

O dinheiro não é tudo, mas tê-lo já pode ser um bom começo de alguma coisa. 

Nos vemos no próximo "post"!
 

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Investindo em Ações - isso é bom ou ruim?

De pronto respondemos: depende.
Se você quer ou um dia quis ser empresário, essa é uma forma prática e relativamente "barata" de inciar seu negócio. Quando você possui uma ação, a mesma representa nada mais do que um pedacinho da empresa. Assim, a título de exemplo, se você tivesse a metade mais uma ação, seria o controlador da empresa e poderia decidir os rumos da mesma. 
Por outro lado, investir em ações não é algo totalmente seguro ou isento de riscos. O mercado de ações é reconhecidamente como sendo de renda variável. Um dia você pode estar com R$ 10.000,00 e no dia seguinte, como por um passe de mágica, com apenas R$ 9.000,00 ou ainda menos.  Isso se dá pela chamada oscilação do mercado, ou humores, como preferem outros. Teoricamente, se a empresa da qual você possui ações não falir, você ainda pode vender a um preço razoável, sem perder dinheiro. É da teoria, também, que comprando na baixa e vendendo na alta, você acaba ganhando dinheiro. Mas será que é bem assim? É tudo tão simples desta maneira? 
Sim e não. 
Ao investir na bolsa de valores, você pode passar anos sem ganhar nada, assim como pode perder dinheiro.  E a recíproca é verdadeira: investindo nas ações certas, é possível dobrar - ou algumas vezes triplicar ou mais - seu patrimônio. Tudo é uma questão de análise de investimentos, coisa que você só aprende com muito estudo e sendo um tanto surdo...
O que quero dizer é que você não pode dar ouvidos a todos os boatos, nem a análises feitas por quem tem interesse que você compre, venda, compre, venda e assim sucessivamente: os corretores de ações. 
Pense nestes como corretores de imóveis... Quando é que ganham dinheiro? Quando você compra ou vende um imóvel! Enquanto ele é seu, nada levam. 
No mercado de ações, portanto, é preciso ter parcimônia e sobretudo paciência. Não é um jogo, e tampouco deve ser acompanhado por aqueles que querem as coisas de imediato. Uma ação comprada por um bom preço, poderá demorar MUITO para atingir um bom preço de venda; para, enfim, amadurecer. E nesse ponto é preciso vendê-la, sob pena, inclusive de vir a apodrecer. 
Saber o real preço de uma ação e o quanto ela poderá vir a valer é um exercício contínuo de análise, que tanto pode ser grafista como fundamentalista. O melhor é a fusão de ambas as análises, lembrando sempre que os gráficos não desenham o mercado, e sim o contrário.
Estude muito e faça você suas próprias análises. Não espere as prontas, que não dizem muita coisa e/ou nao carregam muitas verdades além daquelas que é conveniente para os donos do dinheiro que você acredite. 
De tudo é bom lembrar que quando TODOS estiverem dizendo que é um bom negócio investir na bolsa, está na hora de correr. Não para investir, mas para tirar seu dinheiro de lá e colocar em uma renda fixa qualquer, como CDBs ou até poupança!
Lembre-se sempre que o pior investimento invariavelmente é aquele que você não faz!
E a lei maior ainda é válida. Não coloque todos os ovos na mesma cesta, jamais.
Resta-me indicar um livro para iniciares os estudos:
http://www.novateceditora.com.br/livros/voceinvestidor/
Até a próxima!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Viver E "juntar" (?) dinheiro

Dia desses recebi novamente o velho spam do "Max Gehringer", intitulado "Viver ou juntar dinheiro", o que, pelo pouco que vejo o Max como educador financeiro, me causou certa preocupação. Não parece ser de sua linha o "ensinamento", e pode ser interpretado facilmente de maneira negativa por grande parte da população, o que é ainda mais preocupante. Em resumo, relatava que a pessoa não deve viver para juntar dinheiro... Para um entendedor ruim, pode soar como: não junte dinheiro!!!

Primeiramente, para começarmos nossa discussão, tenho que dinheiro efetivamente não se junta...
  
Pensemos então!

Quando se fala em investimentos, é lógico que não podemos deixar tudo de lado virando um verdadeiro "Tio Patinhas", nem abrir mão dos pequenos confortos.

Mas... Ser "pobre" e ser feliz é uma coisa - ao menos do meu ponto de vista - um tanto incompatível e de discurso derrotista. Pior ainda do que ser pobre é ser pobre e endividado! Não conheço um pobre endividado que não esteja sempre na pior e se queixando do "pobrema" da falta de dinheiro. Não conheço pobre que não olhe com inveja ou raiva que tem um pouco mais. Pior aqueles que querem tirar alguma "vantagem", de uma maneira ou de outra, sobre os que tem aquele pouco a mais. Não fosse assim, não existiria a bandidagem, que, no final das contas, só o que quer é o SEU carrão, a SUA moto (é... A SUA mesmo, não a dele!!!), mulherada e esbórnia paga com o SEU dinheiro, a SUA bebida, etc. Enfim, luxos, coisa de "rico". Afinal, porque vc tem e ele não? Óh, mundo injusto! Óh, mundo cruel! Nem vamos entrar na ladainha que a culpa é do governo, que não dá educação, blá, blá, blá, porque o "governo" não tem jeito mesmo, principalmente enquanto o povo não tiver, pois nunca encontrei frase mais certa do que aquela que diz que "o povo tem o governo que merece".

Investe-se não necessariamente para ser "rico", pois o conceito é muito particular. O que é ser rico? É ter 1 milhão investidos? 2? 3? 10? Tudo é muito, muito relativo, pois uns podem podem ser "ricos" com R$ 200k ou 500k, enquanto outros buscam o número "cabalístico" de R$ 1M. Ou seja, uns ficam bem com um complemento de rendimento mensal ou aposentadoria de R$ 1.000,00 ou R$ 2.500,00 (acreditem! É possível viver com R$ 1.000,00 "folgado" em muitos rincões desse Brasil sem porteira...) , enquanto outros "precisam" de R$ 5.000,00, R$ 25.000,00 ou R$ 50.000,00 "a mais" por mês. Algumas pessoas pensam em trabalhar até os 70 anos ou até morrer. Outras querem se aposentar antes dos 50, ou ao menos garantir até essa data o futuro.

Antes de começar a investir, necessário pensar o que você quer para seu futuro. E quando se fala em futuro, não é daqui há 5 anos. É daqui há 10, 20 ou 30. Ou ainda, no futuro dos seus filhos.

Cada um tem uma motivação para investir. Uns investem porque querem se aposentar cedo, outros porque querem garantir o estudo ou o futuro dos filhos, outros querem viajar muito na velhice, outros terem condições de fazerem doações maiores para instituições de caridade, e assim por diante. Guarde essa palavra e pense: motivação.

Os que não tem motivação, simplesmente não investem! E não há nada de errado nisso! Muito pelo contrário, pois se todos brasileiros investissem, pobre de nós investidores!!! Nem a poupança pagaria juros de 0,5%, e CDB seria piada! Bolsa de valores? Prá quê? E cartão de crédito? Ou vc acha que os juros de seu CDB são pagos por quem? Ora! Pelos que não investem e pagam sempre a fatura mínima do cartão, porque gastam mais do que ganham!

Os que nos acompanharão neste blog pensando em encontrar a "fórmula para ficar rico", ou erraram de grupo ou já entenderam que a idéia não é esta e já tem um esboço do que é necessário para vencer no que chamo "jogo do dinheiro". A idéia é esta:

"Investimento.
[De investir + -mento.]
Substantivo masculino.
1. Ato ou efeito de investir(-se) .
2. Econ. Aplicação de dinheiro (em títulos, ações, imóveis, etc.), com o propósito de obter ganho.
3. Econ. O resultado de tal aplicação.
4. Econ. Dispêndio destinado a aumento de capacidade produtiva.
5. O total de dispêndios aplicados, na economia como um todo, ao aumento ou manutenção do estoque de capital; formação de capital".

Não recomendo deixar de tomar cafezinhos ou de comer pizzas e acho que qualquer um que venha a sugerir um absurdo desses é um inconsequente, embora compreenda que isso serve apenas para mostrar que pequenos itens podem desestabilizar o orçamento. O problema é que algumas pessoas são literais, e acabam não compreendendo a mensagem por trás da mensagem... Minha única recomendação é saber o quanto se ganha e o quanto se gasta por mês. Resumindo em uma única frase, seria: nunca gaste mais do que você ganha.

A minha motivação?

Particularmente, prefiro uma R1200GS Adventure estalando, uma ótima casa para morar e tranquilidade financeira do que uma CB125 caindo aos pedaços, uma maloca e milhares de contas a pagar. Não tenho adesivo "É véio mas tá pago" colado no párachoque do carro e nem pretendo ter.

Tampouco quando deito a cabeça de noite penso nas dívidas e nos carnês a pagar, pois não os tenho. Se fizesse adesivo, seria: "É novo, tá pago e é meu, não do banco!"

Viver ou juntar dinheiro? Porque tornar estas duas coisas incompatíveis como se fosse ou, ou? Ora! Vamos viver E juntar algum!!! Controlem-se as contas, o passivo e o ativo, pois não somos bichos que tem de comer toda ração de uma vez antes que alguém leve embora! 

Porém, como falei no começo de tudo, dinheiro não se junta.  

Dinheiro se investe!

Vamos juntos vencer o jogo! O "Jogo do Dinheiro".

Abraços e até a próxima!

A&K Investimentos