Por vezes me impressiono quanto a divergência de opiniões que surgem sobre um assunto e outro. Totalmente compreensível ainda mais quando reduzimos a temática na velha solução - para alguns problema! - da questão dinheiro... Talvez o divergente seja eu! No mais, tenho que o ser humano é um bicho totalmente opinativo. Todo mundo tem a sua, normalmente sobre tudo.
Hoje, li uma sedizente "pesquisa" que apontava terem as pessoas que se "apegam" mais ao dinheiro sérios problemas de auto-estima. Melhor traduzindo, a tal pesquisa afirmava que os que mais se preocupavam com o dinheiro era justo aqueles que tinham uma baixa auto-estima.
Sou de opinião totalmente contrária. Não tenho como concordar com esse absurdo. Alguns miseráveis de espírito dirão que isso se dá pela minha auto-estima baixa. Com grandes chances de acertar, retrucaria dizendo que este é um desapegado do dinheiro, ou que, no mínimo ele sim, tem baixo auto estima. Mas porque? Porque não tem suficiente - ou o quanto gostaria de ter - dinheiro ou porque realmente não se importa com ele? Quem é efetivamente um "desapegado"? Um gastador? Ou aquele que sabe o real valor do dinheiro, dando ao mesmo apenas aquele que ele tem, nem mais, nem menos? O que tem a ver falta de dinheiro com baixa auto-estima? E porque acredito que o fato de cuidar bem do meu dinheiro nada tem a ver com baixa auto-estima, mas muito pelo contrário?
Eis a chave mestra da questão! Porque a falta de dinheiro pode levar a baixa auto-estima? Ora! De nada adianta ter boa auto-estima e andar 10km à pé ou de bicicleta todo dia ao trabalho, simplesmente por ser este um meio de transporte mais viável, mais barato ou o único possível. Claro, se a questão for de saúde ou de consciência ambiental, a coisa muda de figura! O que quero dizer é que acredito poder a falta de dinheiro levar facilmente a pessoa a "desenvolver" uma baixa-auto-estima e até depressão, enquanto não é raro, em contra-partida, vermos quem tem dinheiro de sobra com a auto-estima inflada até demais! Mas claro, como nem tudo são flores, nada assegura que uma conta bancária gorga vá lhe garantir a mais plena felicidade.
Sei que o dinheiro não pode comprar tudo na vida. Mas o que o dinheiro pode comprar, certamente ele comprará. Dizem que o dinheiro, se não compra a felicidade, ao menos ajuda a sofrer de forma agradável... Basta saber como você quer viver. Se você se contenta com pouco, provavelmente pouco é o que terá. Se quiser um tanto a mais, talvez isso lhe seja dado. Fato é que se tem o cobertor conforme o frio...
Mas... Porque falar só de riqueza, enquanto tantos não a tem? Não seria justo dividir o que se tem?
Nunca direi que não é, e tampouco é minha intenção fazer com que meus leitores tenham "apego" desmedido ao dinheiro. Porém, sei bem, que quanto mais se tem, mais qualidade de vida podemos ter e, o principal, mais condições teremos de ajudar ao próximo. Dividir alguma coisa, afinal, é bem melhor do que dividir o nada ou quase nada!
Quando se tem condições plenas de ajudar muito, a felicidade acaba nos acompanhando...
Quando se tem condições plenas de ajudar muito, a felicidade acaba nos acompanhando...
Audo-estima, por fim, é uma questão mais psicológica do que outra coisa. Se a sua está baixa, más notícias... Talvez seja preciso recorrer a um psiquiatra, que normalmente cobra caro. Viu como o dinheiro pode ser importante para uma boa auto-estima?




